Na abulia na qual me encontro, tento ressuscitar em vão meu espírito falido que vagueia só e perdido entre tantos outros corpos que se aproximam iludidos e recuam logo que percebem que a dor que se manifesta em meu coração, estende-se pelo meu olhar...
Penso na morte como um descanso. Libertá-me-ei do enclausuramento que me esgota a cada manhã, junto a saudades dos sonhos simples, porém jamais vividos nessa pobre alma disfarçada de alguém.
O peso se torna vitalício, remanescendo apenas marcas no meu rosto e cabelos cãs. Com trinta e poucos anos o meu ser não é absorvido por mim, talvez por Deus, mas não por mim.
A flecha apontada atravessa neurônios poucos consultados que regurgitam a minha ignorância mostrada a cada palavra dita ou “ mal-dita”, mas enfim, exultarei o verbo que provém de alguém que mal interpretado vive na sociedade egoísta.
Permitirei mais uma vez abrasar meu corpo ao calor do sol como um feto embriagado pelo calor materno, genuíno.
E gritarei desvairadamente o seu nome e o meu ódio sentido e em prantos colho os frutos das sementes plantadas erroneamente por mim, cada qual com seu espinho já traçado no destino que insiste perdurar...
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